terça-feira, 31 de maio de 2011

Érico



Poucas pessoas tem o poder de influenciar profundamente nossa vida inteira, ainda mais pessoas que nem conhecemos. Érico Veríssimo, escritor gaúcho que morreu dez anos antes de eu nascer, é uma dessas pessoas. O contato com seus livros me fez realmente descobrir o gosto pela literatura e moldou muitos dos meus sonhos. Gosto de tudo: da construção dos personagens, do enredo, da maneira como ele fala das mulheres, do seu retrato do Rio Grande do Sul e de me parecer estar mais perto de casa. Um de seus livros, Do diário de Sílvia, marcou ainda mais minha vida. Toda vez que releio esse livro (o que acontece com frequencia) me emociono, me identifico. É uma maneira de me ouvir, de me acalmar, de me encontrar.



Esse é meu trecho preferido, uma verdadeira oração:


"Entardecer no Angico. Estou parada, sozinha, na frente da casa da estância, olhando para o poente. O sol parece uma grande laranja temporã, cujo sumo escorre pelas faces da tarde. O ar cheira a guaco queimado. Um silêncio de paina crepuscular envolve todas as coisas. A terra parece anestesiada. Raras estrelas começam a apontar no firmamento, mais adivinhadas do que propriamente visíveis. Sinto um langor de corpo e espírito. Decerto é a tardinha que mecontagia com sua doce febere. Tenho a impressão de estar suspensa no ar. E de que alguma coisa vai acontecer. Cerro os olhos e fico esperando o recado de Deus."

Do diário de Sílvia, Érico Veríssimo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pausa



"Polisipo, em grego, significa "pausa na dor". Têm sido, estes dias, polisipos. Que os teus também. Muito amor..."


Caio F. Abreu

terça-feira, 17 de maio de 2011

Coisas mais leves


"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo, um carinho no momento preciso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento…”
Mario Quintana

Quero essa janela, tempo para ler, para caminhar...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Minha vozes



"Habituei-me a seguir os meus impulsos, que são como vozes. Assim evoluo. As possibilidades de conhecimento não devem ser desaproveitadas e, mais do que os livros, eu leio os sinais da minha vida, que é simples, e que eu desejo com profundo consciência."

Um arco singular, Livro de Horas II, Maria Gabriela Llansol

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saibamos fazer pausas




"Precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu."

Érico Veríssimo