segunda-feira, 7 de abril de 2014

Abrir mão

"Há que se ter disposição para remover as capas que encobrem o Ser; para abrir mão das dependências e do desejo. Há que se ter disposição para abrir mão do jogo do sofrimento, que consiste basicamente em forçar o outro a dar algo que ele não tem para dar. Essa é a insanidade do ‘eu’ idealizado: ele cobiça algo que está fora do alcance.” (Sri Prem Baba)

terça-feira, 1 de abril de 2014

O seu tempo



Amor e seu tempo

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde

Drummond