terça-feira, 30 de setembro de 2014

Conhecer

No mesmo dia que cheguei de uma semana de conhecimento e auto-conhecimento na Amazônia, participei de uma vivência terapêutica. A proposta era entrar em contato com o feminino, com o sagrado, com a ajuda dos elementos da natureza e do trabalho em grupo. Meu Deus, que difícil foi pra mim. Desde o início, eu, que não sou nem um pouco tímida, me senti intimidada, desafiada. Era um ambiente tranquilo, cheio de afeto e mesmo assim, como sofri. No final, quando todo mundo estava curtindo aquela energia, dançando, eu não conseguia parar de chorar. Chorei por culpa, medo, preocupações, inseguranças. Não só minhas, parecia mesmo um choro coletivo. Já tinha vivenciado isso durante um excursão na Chapada dos Veadeiros. Naquela ocasião, subindo um morro, de mãos dadas com uma Xamã e um ex-padre, chorei, chorei e chorei até chegar ao topo. Lá, eles agradeceram e me contaram que sempre nessa caminhada, alguém fazia esse trabalho de descarga energética, de filtrar esses sentimentos e mandar embora. Fiquei envaidecida, claro, porque até então estava arrasada por chorar sem motivos.
Já nessa nova experiência, senti mais coisas. Primeiro, de que há muitas coisas guardadas, secretas no nosso coração e cabeça. E que me expor assim, para os outros, não consigo. Que esse lado pessoal, afetivo, muitas vezes chamado "feminino" é processado diferente por homens e mulheres. Sem definições, limitações, obrigações. Que eu, Gabriela, dentro de toda a minha criação e estrutura social e cultural, mulher nessa vida, nesse país, nesse planeta e nesse período, não me encaixo nesse arquétipo da mulher forte, guerreira, cercada dessas forças. Sou só eu, Gabriela novamente, tentando ser eu, ser mulher, ser profissional, ser amiga e não ser limitada a nada.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Floresta


5 dias na Floresta, conhecendo um novo bioma, novas pessoas, novas formas de ver a vida, a natureza, de encarar o mundo.  O Angelim Vermelho tem 1000 anos e a altura de um prédio de 15 andares. Uma emoção, uma presença indescritível.Que floresta, que país, que povos, que mundo, que diversidade. Namastê, Floresta!Por 5 dias esqueci o mundo lá fora, mergulhei nos seus mistérios, suas vivências,  e estive mais perto de mim como nunca.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Namastê

Agosto marcou um ano de trabalho e estudo na Comunhão. Um ano em que essa casa de amor me ensinou a me questionar, a respeitar cada vez mais a fé dos outros, conhecendo tantas histórias, tantas pessoas incríveis, recebendo as melhores energias, duvidando, acreditando e o que mais me tocou: conhecer a história e o amor que Jesus trouxe pra esse mundo. Cheguei lá sem esperar nada e recebi muito mais do que um dia vou poder doar. Quanta luz!Namastê!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O trabalho

Sou espírita e morro de medo de espírito. Sou super urbana, criada em apartamento, e escolhi ser Analista Ambiental. Não sei que tipo de programação eu fiz em outro plano, mas testar meus medos e limites estava no pacote. Esse ano fiz duas viagens incríveis a trabalho, conhecendo mais sobre a realidade do meu país, sobre pessoas, sobre a natureza. Que presente!Trabalho nesse lugar lindo, no meio de um bosque, com canto de passarinhos o dia inteiro e ainda posso conhecer muito mais. Estive no sertão do Rio Grande do Norte, em mais um assentamento. Conheci o seu Zé, que com muito orgulho, me mostrou sua criação de porcos, suas vaquinhas, sua plantação, o galinheiro. Serviu café fresquinho, queijo e pão feitos por ele. Ele demonstrou um orgulho que eu não tenho por nada... algo construído, simples, verdadeiro. Conheci o o bisneto dele, que tem o privilégio de morar com a tataravó, bisavô, avós e pais aos 12 anos.


Lá eu aprendi sobre a importância da reforma agrária, dos programas sociais, dos médicos cubanos, vi pessoas produzindo, felizes e com dignidade. E que eu estou no lugar certo.