quinta-feira, 2 de julho de 2015

It is a story

“In the end, people don’t view their life as merely the average of all of its moments — which, after all, is mostly nothing much plus some sleep. For human beings, life is meaningful because it is a story.”
— Atul Gawande

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Não tenha medo de sofrer

"Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Pois os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você"

Tom Jobim


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Amar e mudar as coisas me interessa mais

"Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos, sonhos matinais
Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Nem nessas coisas do oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia-a-dia,
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais
Cravos, espinhas no rosto, Rock, Hot Dog, "play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos, dois Policiais
Cumprindo o seu (maldito) duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Cumprindo o seu (maldito) duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas, amar e mudar as coisas me interessa mais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais
Cravos, espinhas no rosto, Rock, Hot Dog, "play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos, dois Policiais
Cumprindo o seu (maldito)duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas, amar e mudar as coisas me interessa mais"
Belchior

terça-feira, 12 de maio de 2015

Meu irmão

Esse ano meu irmão faz 20 anos. Lembro muito pouco de quando ele chegou lá em casa. Quando fomos buscar ele no aeroporto, minha mãe colocou ele no colo do meu pai, que eu lembro ter chorado. Depois disso, lembro de um bebê gordinho, calmo, dos meus pais muito felizes. De uma babá que ele adorava. Dele brincando de dirigir e de como ele gostava de passear de carro. Da música da lagarta pintada e do filme do Tarzan. Do período Toy Story. Dos e-mails que ele me mandava quando morei longe deles pela primeira vez. São 10 anos de diferença de idade e enquanto ele crescia, eu era adolescente. Fui uma típica adolescente, pensando sempre muito em mim e nada nos outros.Depois, já mais velha, continuei com esse hábito. Ele estava sempre lá e pra mim, seríamos qualquer família. Aí, começaram os problemas. A dificuldade na escola, o distanciamento da gente, as brigas, a comunicação cada vez mais difícil, o isolamento, o estranhamento, a tristeza e a luta dos meus pais. Ele virou um problema para mim, alguém que eu tentava ajudar, mas só errava, só criava mais dificuldades. Fui atrás de Buda, de pretos velhos, de espíritos de luz, de Jesus. E ficava cada vez mais longe dele. Pedia pela cura dele... 
Ao procurar ajuda para ele, começou um caminho de autoajuda. Fui me tratando, me conhecendo, dando de cara com medos, fobias... E recebi tanto amor, conheci tanta gente, foi crescendo em mim a sementinha da compaixão. Passei a rezar pela felicidade dele e agradecer a oportunidade que ele me deu de não olhar só para mim. Sigo triste em não ajuda-lo, triste com essa distância, com o sofrimento dos meus pais. Mas essa dificuldade abriu o caminho para nossa família ser uma família mais unida. Um problema de verdade exige da gente que sejamos fortes, generosos, gratos. 
Um dia, espero que meu irmão saiba que eu o amo. O amo muito agora que sou grata a ele. Que desejo que ele seja feliz. Que ele saiba que nessa vida ele é amado. E que teremos a eternidade para acertamos tudo, porque graças a ele eu tenho fé.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vejo flores

                                                           Ando com esperança e muito grata.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cavalcante


Chapada dos Veadeiros, que magia! Cavalcante, terra dos Kalungas, da natureza, das nascentes, dos frutos do Cerrado, da paz, dos animais. O paraíso há três horas daqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Tempo bom, tempo ruim

Viajei e mergulhei num mar de recordações, saudades, culpas, alegrias. Chorei e muito. A Gabriela que voltou da terra do axé, voltou diferente. Ou mais ela mesma. Como é bom viajar, se perder, ser feliz, e sentir sempre muito e intensamente tudo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Grandezas do ínfimo

Tratado geral das grandezas do ínfimo

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios

Manoel de de Barros