quinta-feira, 16 de março de 2017

A doçura

Silvia se sentia diferente. Acordou, vestiu a roupa mais bonita e sorriu. Era um dia importante, uma das muitas lutas que ela ainda travaria. Escreveu para Floriano, era importante a presença dele ali, que como ela, ainda acreditava. Lembrou dele na hora, com doçura.Floriano foi, mas não era o mesmo homem de antes, nem Silvia a mesma mulher, apesar do cenário ser o mesmo. Era bom estar perto dele, alguém muito amado por ela, muito precioso.Gostava da conversa, da presença.Uma parte dela pertencia aquela história. Mas agora Silvia sabia que havia para ele um lugar especial em seu coração, mas não mais como protagonista. Silvia disse que o amou e o amava muito ainda, que tinha sofrido e aprendido. Que o queria bem, feliz. Silvia estava livre, orgulhosa, forte.
Seus diários falavam daquele amor avassalador, transformador, delicioso e sofrido.Mas falavam também do retorno ao Angico, do amor doce e calmo de Jango, das novas flores, das conquistas.
No fundo, Silvia se sentia sortuda. Havia algo de muito sagrado em amar, em se entregar, em querer tão bem alguém. 
Silvia estava feliz. 

"Quem pretende revogar a lei do coração
Quem ousaria
Dessas vozes duvidar
Deixa a sua natureza se manifestar"

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