sexta-feira, 9 de junho de 2017

Acho que a maior parte das mulheres, desde criança, aprende a ter uma relação de desconfiança e ao mesmo tempo submissão aos homens. Temos que agrada-los e ao mesmo tempo, nunca confiar. Mesmo em relações amorosas ou até mesmo com nossos pais, isso esta presente. É como se a gente tivesse uma dívida, uma relação sempre marcada pela hierarquia. Para mim, os melhores elogios e ao mesmo tempo as críticas mais difíceis sempre tiveram vozes masculinas. É sempre a opinião mais importante. Todos os homens que eu amei, sempre ao mesmo tempo,  temi. 
Pois eu tenho um amigo, o Bruno. Escorpiano como eu, somos parecidos em mil coisas e muito diferentes em outras. Tenho com ele uma proximidade e uma conexão únicas. Ao mesmo tempo, confio nele. Mas confio de verdade. Essa semana, disse para ele: mesmo nos meus maiores erros, nos dias de névoa, de confusão, você me via. Ele conseguia me enxergar. Não teve um minuto de julgamento. De dúvida.
É uma amizade tão bonita, repleta de empatia, de respeito, com espaço e carinho na dose certa. De alguma forma, a minha relação com o Bruno cura muitas coisas em mim em relação aos homens. Me faz ver que a forma cruel e machista como somos ainda socializados machuca os homens também. E mesmo tendo consciência de todas as nossas diferenças de gênero, estamos juntos. Porque a gente trata delas com sinceridade e carinho.  

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