quarta-feira, 7 de junho de 2017

Angico

Eu já comecei chorando no avião. Voltar ao Rio Grande do Sul, depois desse ano tão desafiador, era voltar para casa depois de uma viagem difícil. Me senti em casa, eu mesma depois de tanto tempo. O Angico é lá, o lugar das minhas melhores memórias, a casa dos meus pais, minhas amigas de antes de tudo, minha prima, São Gabriel. 
Certas episódios nos reviram por dentro, causam não só tristeza, mas uma sensação de desconexão ou de estar perdido. Uma das coisas que mais me angustiavam nos últimos meses era não ter prazer naquilo que sempre amei ou mesmo me reconhecer, me sentir presente, me sentir Gabriela. 
De alguma forma, estar em casa me trouxe essas coisas perdidas.  Finalmente eu me via, eu me reconhecia. Eu não sou a mesma pessoa, mas o essencial ainda está comigo, mora em mim. É possível recomeçar. 
Voltei. 

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